Golpes virtuais crescem e atingem mais os jovens que os idosos
Dados do DataSenado, com base em pesquisa com aproximadamente 22 mil pessoas, mostram que, em 2024, os jovens brasileiros entre 16 e 29 anos representaram 27% das vítimas de golpes virtuais, enquanto pessoas com mais de 60 anos constituíram apenas 16% do total. A análise deixa claro que os mais jovens não são menos vulneráveis, embora o senso comum sugira o contrário.
Natureza diferente dos golpes por faixa etária
O tipo de golpe varia conforme a faixa etária: idosos costumam ser vítimas de estelionatos tradicionais — clonagem de cartão, golpes via PIX, falsas centrais bancárias ou roubo de dados por telefone ou internet — enquanto os jovens são mais expostos a fraudes envolvendo promessas de emprego, ganhos fáceis e outros golpes online estudantís.
Alta exposição digital entre os jovens impulsiona riscos
Segundo o Cetic/UNESCO, 99% dos jovens de 16 a 24 anos acessam a internet diariamente, contra 88% da faixa acima de 60 anos. O uso cotidiano de dispositivos aumenta a frequência de exposição e, consequentemente, de tentativas de golpes.
Impactos e cenário nacional alarmante
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 registrou crescimento de 13,6% nos estelionatos digitais, enquanto roubos físicos caíram cerca de 30%. Estima-se que 24% dos brasileiros com mais de 16 anos foram vítimas de golpes virtuais — o equivalente a mais de 40 milhões de pessoas, com prejuízos estimados em R$ 2,3 trilhões em 2024.
Reação legislativa e criação de frente parlamentar especializada
Em março de 2025, o Senado criou a Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética, presidida pelo senador Espiridião Amin (PP‑SC). O objetivo é debater políticas públicas, promover conscientização e fomentar parcerias entre setor público e privado em defesa digital.
Medidas de proteção eficazes para todos os públicos
Especialistas recomendam ações simples e eficazes para reduzir riscos:
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Criar senhas fortes e únicas, com uso de gerenciadores;
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Ativar autenticação multifator, preferencialmente por aplicativos ou chaves físicas;
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Evitar redes Wi‑Fi públicas sem proteção;
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Realizar backups regulares e manter dispositivos atualizados;
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Evitar atividades simultâneas que distraem o usuário durante transações online.
Conclusão
O Brasil se depara com um cenário preocupante: apesar de se acreditar que apenas idosos seriam vulneráveis a fraudes online, os dados mostram que jovens se tornam vítimas com maior frequência, por seu tempo elevado de exposição. Esses golpes não escolhem idade — ecoam em todos os grupos etários.
A fragilidade está menos na falta de conhecimento e mais na ausência de cultura digital consciente e infraestrutura de defesa. Governos, empresas e indivíduos devem investir em educação digital, políticas de proteção abrangentes e legislações eficazes. A segurança digital é um esforço coletivo — e não opcional — em um país que vive atentado cada vez mais constante à sua economia e reputação.
Referências Bibliográficas:
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Senado Federal. Golpes virtuais aumentam e não fazem distinção de idade. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2025/04/golpes-virtuais-aumentam-e-nao-fazem-distincao-de-idade
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Agência Senado. Dados da pesquisa DataSenado sobre golpes digitais no Brasil. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/institucional/datasenado/datasenado-na-midia








